










Cento e oitenta dias, 2022
exposição individual, Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, Museu da Água, Lisboa (PT)
—
grafite, carvão e pastel seco sobre papel
"Durante 180 dias, a artista só desenhou mar, evocando e materializando o tempo médio de uma campanha de pesca nos mares do Atlântico Norte em que os pescadores se viam rodeados de água durante 6 meses. Neste conjunto de desenhos, mais que uma reprodução mimética da água como elemento natural, Teresa Esgaio trabalha as características transitórias deste elemento vivo e a sua relação com o conceito tempo. Através de imagens fotográficas captadas por si, que servem de referência à composição dos seus desenhos, a artista consegue congelar o movimento, contrariando a fugacidade temporal de um corpo líquido em transformação constante. Numa prática intimista, com recurso a grafite, carvão e pastel seco, reproduz essa fracção de segundo e, consciente da impossibilidade de suspender o instante, concede-lhe tempo. O tempo é, na verdade, a matéria verdadeira nos desenhos de Teresa Esgaio. Os seus desenhos são lentos, feitos de tempo e é o próprio processo do desenho que impõe essa consciência."

photographs ©photodocumenta
Cento e oitenta dias, 2022
exposição individual, Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, Museu da Água, Lisboa (PT)
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grafite, carvão e pastel seco sobre papel
"Durante 180 dias, a artista só desenhou mar, evocando e materializando o tempo médio de uma campanha de pesca nos mares do Atlântico Norte em que os pescadores se viam rodeados de água durante 6 meses. Neste conjunto de desenhos, mais que uma reprodução mimética da água como elemento natural, Teresa Esgaio trabalha as características transitórias deste elemento vivo e a sua relação com o conceito tempo. Através de imagens fotográficas captadas por si, que servem de referência à composição dos seus desenhos, a artista consegue congelar o movimento, contrariando a fugacidade temporal de um corpo líquido em transformação constante. Numa prática intimista, com recurso a grafite, carvão e pastel seco, reproduz essa fracção de segundo e, consciente da impossibilidade de suspender o instante, concede-lhe tempo. O tempo é, na verdade, a matéria verdadeira nos desenhos de Teresa Esgaio. Os seus desenhos são lentos, feitos de tempo e é o próprio processo do desenho que impõe essa consciência."











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